Como funciona

Justiça Eleitoral comanda a segurança do 2º turno com forças federais

Até domingo (25), Ministério da Justiça, TSE, PF, PRF, Abin e Defesa atuam juntos. Veja quem comanda, quem age e onde denunciar irregularidades.

Fachada de mármore e vidro do Tribunal Superior Eleitoral, com o nome em letras douradas, uma bandeira do Brasil e uma pessoa caminhando na entrada
Sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, que coordena a Justiça Eleitoral; a foto é de dezembro de 2007 e não mostra forças de segurança.Foto: José Cruz / Agência Brasil / Wikimedia Commons (CC BY 3.0 br)

Desde sábado (24), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) coordena uma operação para proteger o 2º turno. A ação vai até domingo (25), dia da votação. Participam o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o Ministério da Defesa.

A eleição é organizada pela Justiça Eleitoral. As forças de segurança apoiam, e esse suporte é solicitado, segundo a Agência Brasil.

Quem faz o quê na segurança do 2º turno Papel de cada órgão, segundo as fontes citadas

Órgão Papel
Justiça Eleitoral (TSE e tribunais regionais) Organiza a eleição e pede força federal quando precisa
MJSP Coordena a operação com órgãos federais e estaduais
Polícias estaduais Fazem a maior parte do efetivo
PF e PRF Forças federais; a PRF cuida das rodovias federais
Abin e Ministério da Defesa Participam da operação; funções específicas não foram detalhadas
Forças Armadas Transportam urnas e apoiam a logística, quando solicitadas
Pardal Aplicativo do TSE para receber denúncias

Fontes: Agência Brasil; Correio da Manhã; Resolução TSE 21.843/2004; Constituição Federal, art. 144. Elaboração: redação.

Como funciona o pedido de tropas

O Código Eleitoral, no artigo 23, inciso XIV, dá ao TSE a competência para pedir força federal. O pedido serve para cumprir a lei e garantir a votação e a apuração, que é a contagem dos votos. A Resolução TSE 21.843/2004 detalha o rito.

Os tribunais regionais eleitorais (TREs) enviam ao TSE a lista de locais que precisam de tropas federais. Cada zona eleitoral precisa de justificativa própria. Depois de analisados pelo TSE, os pedidos seguem para a Presidência da República, segundo o Correio da Manhã.

Polícias estaduais fazem o grosso do trabalho

A Constituição, no artigo 144, divide as funções de segurança. A PF e a PRF são órgãos federais. As polícias militares, dos estados, fazem o policiamento ostensivo, ou seja, a polícia visível nas ruas, e preservam a ordem pública.

Por isso o efetivo é majoritariamente estadual. Segundo reportagem do g1, republicada pelo Sem Pauta News, as forças estaduais somam 255.060 profissionais no 2º turno.

O que a operação vai monitorar

Segundo a Agência Brasil, a operação acompanha crimes eleitorais, aglomerações, desinformação, crimes cibernéticos e violência política. Crime eleitoral é o que atinge a eleição em si, como a compra de voto.

As regras também tratam do trânsito. O policiamento não deve criar obstáculos ao deslocamento do eleitor. Abordagens por infração administrativa de trânsito ficam restritas a risco concreto e iminente à vida ou à integridade física.

Bloqueios em rodovias federais devem ser comunicados antes à presidência do TRE competente. A regra está na Portaria Conjunta TSE nº 4, de 14 de setembro de 2026, assinada pelo TSE, pelo MJSP e por órgãos federais de segurança. Ela vale para os dias 4 e 25 de outubro.

Os números até agora

No 1º turno, no domingo (4), foram mobilizados 321.352 profissionais, segundo a Agência Brasil. Para o 2º turno, o ministério informou mais de 258 mil, em dados parciais e sem a PF, segundo o g1.

O Metrópoles publicou o total de 264.328 profissionais. A mesma reportagem traz outro total em sua lista, 258.426. A Agência Brasil informou que o balanço consolidado seria divulgado no fim de semana.

Onde denunciar

O Pardal é o aplicativo do TSE para denúncias eleitorais, sobretudo de propaganda irregular. O cadastro é feito com e-Título ou gov.br, e a identidade do denunciante fica em sigilo. O app gera um número de protocolo para acompanhar o caso.

No 1º turno, o Pardal recebeu mais de 67,1 mil denúncias, segundo o Itatiaia. Entre 5 e 12 de outubro, registrou 1.953 ocorrências no país.

O que isso significa

O balanço final do 2º turno ainda não foi publicado, e os números de efetivo divergem entre reportagens. Até lá, o eleitor sabe quem comanda a eleição, quem atua e por onde pode denunciar.

O que diz o Ministério da Justiça e Segurança Pública: segundo a Agência Brasil, bloqueios em rodovias federais devem ser comunicados previamente ao TRE competente. Não houve contato direto com a pasta para este texto; a posição vem de nota publicada.

Como fizemos: Usamos a reportagem da Agência Brasil (24/10/2026), reportagens do Metrópoles e do g1 (republicado pelo Sem Pauta News) sobre o efetivo do 2º turno, além do Correio da Manhã, do Portal do Trânsito, do Itatiaia e do DGABC. Consultamos a Resolução TSE 21.843/2004 e a Portaria Conjunta TSE nº 4/2026, por meio de trechos de busca, em 24/10/2026. Os sites do TSE e do Planalto não abriram nesta apuração. Não fizemos cálculos. Os números do 2º turno são preliminares, divergem entre si e não incluem balanço de ocorrências.

Fontes