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Transição no Paraná começa com foco na continuidade dos serviços

Equipes de Ratinho Junior e Sergio Moro iniciaram a transição; oito áreas do governo entram na troca de informações para evitar interrupções.

Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná, em Curitiba
Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná, em Curitiba, em foto de arquivo.Foto: Deyvid Setti e Eloy Olindo Setti / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

As equipes do governador Carlos Massa Ratinho Junior e do governador eleito Sergio Moro se reuniram pela primeira vez na quinta-feira (5), no Chapéu Pensador. O encontro iniciou a transição no Paraná. O governo estadual afirma que o objetivo é preservar programas em andamento e serviços prestados à população.

O grupo indicado por Moro é coordenado por Lucas Alves de Lima Barros de Góes. A equipe tem outros nove integrantes, segundo a Casa Civil, e poderá receber novos nomes para ampliar a troca de informações com as áreas do governo.

Pela administração atual, a coordenação está com o vice-governador Darci Piana, o superintendente de Relações Institucionais Renato Adur e o chefe de Gabinete da Governadoria, Daniel Vilas Boas. Também participam o procurador-geral do Estado e representantes de oito pastas.

As áreas que entram na transição Estruturas citadas pela Casa Civil e o serviço que o leitor deve acompanhar

Área representada O que está em jogo para a população
Cidades Obras e apoio aos municípios
Justiça Políticas de acesso a direitos e cidadania
Saúde Atendimento, rede e gestão dos serviços
Fazenda Execução do orçamento e pagamentos
Segurança Polícia e apoio à segurança pública
Educação Funcionamento das escolas estaduais
Rodovias estaduais Estradas sob gestão estadual
Casa Civil Coordenação entre órgãos e decisões do governo

A Casa Civil cita, entre os integrantes, Camila Mileke Scucato, Bihl Zanetti, Henrique Bonatti Rego Barbosa e Luiz Budal. Também estão no grupo Renan Barbosa Lopes Ferreira, João Luiz Giona Junior, Alexandre Castro Fernandes, Paulo Chiarelli e Maiquel Guilherme Zimann.

Essa composição não anuncia novas políticas. Ela indica, porém, que a passagem de informações alcança serviços que dependem de decisões estaduais todos os dias. A presença da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) também coloca contratos, processos e responsabilidades jurídicas no circuito de trabalho. A Casa Civil ainda não divulgou um calendário detalhado de entregas.

O decreto estadual que regulamentou a transição prevê compartilhamento de informações sobre contas públicas, estrutura dos órgãos, programas, projetos e providências para os primeiros 120 dias. O mesmo texto estabelece que o processo vai de 5 de novembro a 5 de janeiro de 2027, véspera da posse.

O que diz a Casa Civil: a pasta afirma que quer manter cooperação mútua e trabalho integrado. O objetivo declarado é garantir uma transição tranquila, sem impactos nos programas em andamento e nos serviços prestados à população.

O próximo passo é transformar a reunião inicial em rotina de trabalho. Para o cidadão, a medida mais concreta será acompanhar se a nova equipe recebe dados suficientes para manter escolas, hospitais, estradas, segurança e repasses funcionando sem interrupção. A transparência dessa passagem será decisiva para que a mudança de governo não vire descontinuidade de serviço.

Como fizemos: Conferimos a notícia da Casa Civil publicada em 05/11/2026 e o decreto estadual citado pelo próprio governo. Organizamos as áreas explicitamente representadas e tratamos como expectativa, não como fato consumado, qualquer efeito futuro sobre os serviços.

Fontes