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Chuva de sábado deixa 980 desalojados em 32 cidades do Paraná

No sábado (24), o Simepar mediu 204,4 mm em Pato Branco, e a Defesa Civil estadual contou 980 desalojados e 119 desabrigados.

Ilustração abstrata provisória nas cores da marca do site, sem pessoas nem lugares reais
Imagem provisória: a foto definitiva deste texto ainda não foi obtida.Ilustração: Imagem provisória

No sábado (24), a chuva forte atingiu o Paraná e deixou 980 pessoas desalojadas e 119 desabrigadas em 32 municípios. O balanço da Defesa Civil estadual vale até a manhã de domingo (25), dia do segundo turno da eleição presidencial.

Em Pato Branco, no Sudoeste do estado, o Simepar mediu 204,4 milímetros de chuva no sábado. O Simepar é o órgão de meteorologia do governo paranaense. Um milímetro equivale a um litro de água por metro quadrado.

Desalojados saíram de casa por causa do risco, mas podem ficar com parentes ou amigos. Desabrigados precisam de abrigo público. No sábado, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja para trechos do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul e de São Paulo.

Municípios com chuva acima de 100 mm

Mais de 20 pontos de medição do Simepar passaram de 100 milímetros no sábado. Em Francisco Beltrão, no Sudoeste, foram 165,6 mm. Na Lapa, 143,4 mm. Em União da Vitória, 121 mm, e em Guarapuava, 107 mm.

Na capital, a estação do Simepar registrou 124,4 mm no sábado. Em Cruz Machado, o Rio da Areia subiu e levou uma ponte, segundo a TribunaPR.

A Defesa Civil estadual também emitiu 22 alertas laranja, de risco alto, e 27 alertas vermelhos, de risco muito alto, segundo O Paraná.

Escola alagada muda seções de votação

Em Curitiba, a Escola Municipal Professor Dario Persiano de Castro Vellozo, na Cidade Industrial (CIC), ficou alagada. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) transferiu as seções de votação para o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Hugo Peretti, a cerca de 400 metros, segundo a Gazeta do Povo.

A mudança vale para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, segundo a mesma reportagem.

Por que choveu tanto

O Simepar associa a chuva a uma frente fria somada a ar quente e úmido vindo da Amazônia, segundo a Bandab. “Tudo isso junto propiciou muita chuva, em especial na metade sul do Paraná”, disse Marco Jusevicius, coordenador de operações do Simepar.

Ele também afirmou que “a frente fria avançou muito rápido e já chegou ao estado de São Paulo”.

Santa Catarina e Rio Grande do Sul

Em Santa Catarina, a Defesa Civil estadual divulgou um aviso em 23 de outubro. O aviso previa risco elevado de alagamentos, enxurradas e deslizamentos no Grande Oeste, no Alto Vale do Itajaí, no Litoral Norte e no Planalto Norte, segundo o DeOlhoNaIlha.

Até a publicação, não encontramos balanço de danos do estado para 24 e 25 de outubro. O mesmo vale para o Rio Grande do Sul.

O que diz a Defesa Civil estadual do Paraná: o órgão contou 32 municípios com ocorrências, 980 desalojados e 119 desabrigados até a manhã de domingo (25), segundo o balanço reproduzido por O Paraná. Não encontramos nota oficial com avaliação da resposta à chuva até a publicação.

O que vem a seguir

O Simepar prevê uma trégua de cerca de três dias no Paraná. As chuvas devem voltar na quinta-feira (29), com pancadas isoladas em várias regiões.

O balanço de domingo é o número oficial mais recente que encontramos para o estado. Ele pode mudar com novas atualizações da Defesa Civil, e não localizamos atualização posterior.

Como fizemos: Usamos balanços e medições divulgados entre 23 e 25 de outubro de 2026, acessados em 27/10/2026. Os dados são da Defesa Civil estadual e do Simepar, reproduzidos por O Paraná, Bandab e Gazeta do Povo. Não usamos o termo “recorde” no texto, porque as fontes divergem: O Paraná e a Bandab citam o maior volume desde 1997 para Curitiba e Pato Branco, e a Gazeta do Povo cita 2011 para Pato Branco e dezembro de 2024 para Curitiba. Não fizemos cálculos próprios. Não localizamos balanço consolidado de Santa Catarina nem do Rio Grande do Sul para o período.

Fontes