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Governo federal prioriza projeto de resíduos da LOGA em São Paulo

Portaria federal autoriza a busca de financiamento incentivado para coleta, tratamento e destinação de resíduos no Agrupamento Noroeste.

Usina de reciclagem com esteiras e pilhas de materiais em Hortolândia
Usina de reciclagem em Hortolândia, no estado de São Paulo, em foto de arquivo de 2012.Foto: Ana Perugini / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O Ministério das Cidades enquadrou como prioritário um projeto de R$ 709.773.934 para resíduos sólidos no Agrupamento Noroeste de São Paulo. A Portaria MCID nº 1.516 foi assinada em 5 de novembro e publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (6). O texto do ato está disponível no Diário Oficial.

A prioridade permite que a Logística Ambiental de São Paulo S/A (LOGA) busque recursos por meio de valores mobiliários com benefício fiscal. Isso não significa que o governo federal já liberou o dinheiro nem que a obra está concluída. A empresa ainda precisa fazer a captação e aplicar os recursos no projeto aprovado.

O que o enquadramento financia

O projeto está ligado à renovação da outorga do contrato de concessão para coleta, transporte, tratamento e destinação final de resíduos. A concessão do Agrupamento Noroeste foi renovada por 20 anos, de 13 de outubro de 2024 a 12 de outubro de 2044. A síntese da portaria detalha o contrato e o mecanismo de financiamento.

A captação prevista pode chegar ao mesmo valor total do projeto. O anexo informa que a execução estava em 4,58% na data do enquadramento e que a implantação tem prazo até 31 de dezembro de 2026. Esses dados descrevem o estágio administrativo informado no ato, não uma entrega final à população.

Prioridade federal abre caminho para captação Valores e metas informados na Portaria MCID nº 1.516/2026

Item Informação do projeto
Investimento estimado R$ 709,8 milhões
Captação prevista Até 100% do total
Execução informada 4,58%
Meta fora de aterros 64% dos resíduos da região

Fonte: Ministério das Cidades e Diário Oficial da União.

A meta precisa ser medida

A meta de 64% inclui reciclagem, compostagem, biogás ou biometano e geração de eletricidade a partir do tratamento térmico. A portaria também cita frota veicular sustentável, revitalização de estruturas e novos postos de trabalho. São metas declaradas no projeto e ainda dependem de execução, monitoramento e comprovação.

O alcance territorial é grande porque o ministério estima cerca de 7 milhões de habitantes atendidos. O projeto organiza etapas que vão da coleta na rua à destinação final.

A prioridade tem prazo de dois anos. A emissão dos títulos fica limitada às despesas de capital, que são investimentos em bens e estruturas. O dinheiro não pode pagar dívidas ou gastos financiados com recursos da União.

A empresa deverá informar a emissão e guardar documentos por pelo menos cinco anos após o vencimento dos valores mobiliários.

Para a Prefeitura de São Paulo, o ponto de controle é o contrato de concessão e a qualidade do serviço. A portaria federal define o enquadramento financeiro, mas não substitui fiscalização municipal, metas operacionais, licenciamento ambiental nem a cobrança por transparência sobre os resultados.

O que diz o Ministério das Cidades: a Portaria MCID nº 1.516 enquadra o projeto da LOGA como prioritário para emissão de valores mobiliários incentivados. O ato exige descrição do projeto, alocação dos recursos e prestação de informações ao ministério.

O próximo passo é saber se a captação ocorrerá e como as metas serão medidas. Para quem mora na região, a diferença entre prioridade e entrega estará nos indicadores de coleta, reciclagem, tratamento e redução do envio a aterros.

Como fizemos: Consultamos a Portaria MCID nº 1.516 e o resumo da publicação no Diário Oficial, acessados em 6 de novembro de 2026. Separamos investimento estimado, captação possível, estágio informado e metas. Não tratamos o enquadramento como dinheiro já recebido nem como prova de execução das metas.

Fontes