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Bombeiros retiram escombros no Brás sem novas vítimas identificadas

Atualização das 11h59 informa que cães não detectaram vítimas; 35 pessoas deixaram o imóvel, quatro foram hospitalizadas e não há desaparecidos registrados.

Cão preto de resgate deitado no chão entre bombeiros, em foto de arquivo
Cão de busca da equipe paulista em preparação para missão em Brumadinho, em janeiro de 2019; imagem de arquivo.Foto: Governo do Estado de São Paulo / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Às 11h deste sábado (7), dois cães de salvamento não detectaram sinais de vítimas nos escombros do prédio que desabou no Brás, em São Paulo. A informação consta na atualização publicada às 11h59 pela Agência SP. Até aquele momento, não havia desaparecidos registrados em conexão com o caso.

O imóvel de quatro andares, onde funcionava uma loja de roupas, caiu na noite de sexta-feira (6). Ao todo, 35 pessoas deixaram o local. Quatro foram encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Mooca, sem risco de morte, segundo o Corpo de Bombeiros.

Como avançam os trabalhos

A retirada de escombros recomeçou às 6h30 deste sábado, na Rua Maria Joaquina, 192. As equipes usam maquinário para remover materiais do interior do estabelecimento. Os trabalhos manuais tinham sido suspensos durante a madrugada por causa da instabilidade e do risco de novos desabamentos.

Dos 35 ocupantes que deixaram o prédio, 27 precisaram de auxílio dos bombeiros. Isso equivale a 77,1% do total. Outras oito pessoas conseguiram sair durante o desabamento, antes do resgate.

Bombeiros auxiliaram 27 das 35 pessoas que deixaram o prédio Balanço oficial da ocorrência até as 11h59 de 7 de novembro

Situação ou recurso Número
Pessoas que deixaram o imóvel 35
Retiradas com auxílio dos bombeiros 27
Saíram durante o desabamento 8
Encaminhadas à UPA da Mooca 4
Bombeiros mobilizados na sexta 72
Viaturas mobilizadas na sexta 27

Fonte: Agência SP, com informações do Corpo de Bombeiros.

O novo resultado dos cães não significa que a operação terminou. A corporação informou que não havia confirmação de outras vítimas nem registro de desaparecidos até a atualização. A retirada dos materiais continuava para verificar a estrutura e os escombros.

Imóvel não tinha vistoria nem alvará

Segundo os bombeiros, o estabelecimento não possuía Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). Esse documento atesta o cumprimento das exigências de segurança contra incêndio e pânico. A ausência do documento não explica, por si só, a causa estrutural do desabamento.

A Secretaria Municipal das Subprefeituras informou que o imóvel também não tinha alvará de funcionamento vigente. Em nota reproduzida pelo SBT News, a pasta disse não ter identificado denúncias anteriores sobre segurança do edifício ou comércio ilegal.

A Prefeitura enviou dez agentes e três viaturas da Defesa Civil Municipal após o desabamento. A Companhia de Engenharia de Tráfego bloqueou a Rua Maria Joaquina entre as ruas Mendes Jr e Joli. As causas do colapso ainda serão apuradas.

O que diz o Corpo de Bombeiros: a corporação informou às 11h59 que os cães não identificaram vítimas e que não havia desaparecidos registrados. Também confirmou a ausência do AVCB e manteve a apuração das circunstâncias do desabamento em aberto.

O que acontece agora

A prioridade imediata é concluir a verificação dos escombros sem expor as equipes a outro colapso. Depois, a perícia deverá examinar as causas estruturais. Até a última atualização, nenhuma conclusão oficial ligava o desabamento ao peso de materiais ou a outra hipótese.

Os números também precisam ser lidos com cuidado. Quatro pessoas hospitalizadas não equivale a apenas quatro feridos, pois o balanço oficial não detalha escoriações tratadas no local. O dado consolidado é que 35 pessoas saíram do imóvel e quatro foram encaminhadas à UPA.

Como fizemos: Comparamos os boletins da Agência SP publicados às 20h04 de sexta e às 9h02 e 11h59 deste sábado. Calculamos 27 dividido por 35 para obter 77,1%. Usamos a nota municipal reproduzida pelo SBT News e não atribuímos causa ao acidente, ainda sem perícia concluída.

Fontes