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No Minha Casa, Minha Vida, a prefeitura escolhe e a Caixa confere

Na Faixa 1, a renda vai até R$ 3.200 por mês em 2026. A seleção começa no edital da prefeitura, com exigência do Cadastro Único.

Mulher de blusa branca e cinza com listras pretas fala à mesa branca, com chaves, cadeados e um celular sobre ela; ao lado, outra mulher de blusa floral observa, em sala com azulejos amarelos
Duas mulheres em sala com chaves e cadeados sobre a mesa, em material da Agência Senado sobre o Minha Casa, Minha Vida, de 2018.Foto: Geraldo Magela / Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Na Faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, a renda familiar bruta mensal chega até R$ 3.200 em 2026. Bruta quer dizer antes dos descontos. O limite vem da Portaria MCID nº 333, publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 1º de abril. Portaria é uma norma assinada por um ministro.

Quem quer entrar por essa faixa começa na prefeitura da cidade. Ela abre a seleção por meio de um edital, o documento que define regras, prazos e papéis exigidos.

O Minha Casa, Minha Vida (MCMV) é o programa de moradia do governo federal. Cada faixa define a renda aceita e o subsídio, que é o desconto pago pelo governo no financiamento. Quanto maior a renda, menor a ajuda.

Quanto cada faixa pode ganhar

Faixas de renda urbanas do programa em 2026 Renda bruta familiar mensal, em reais, e subsídio máximo; valores vigentes desde abril de 2026

Faixa Renda mensal Subsídio
Faixa 1 até R$ 3.200 até R$ 55 mil
Faixa 2 de R$ 3.200,01 a R$ 5.000 até R$ 55 mil
Faixa 3 de R$ 5.000,01 a R$ 9.600 sem subsídio
Faixa 4 (classe média) até R$ 13.000 sem subsídio

Fonte: Congresso em Foco, Conexão Tocantins e ValorFinal, com base na Portaria MCID nº 333/2026. No Norte, o subsídio máximo é de R$ 65 mil. Elaboração: redação.

Os limites de renda urbanos valem em todo o país. O teto do imóvel, porém, muda com o porte da cidade. Nas faixas 1 e 2, ele vai de R$ 210 mil a R$ 275 mil, segundo o jornal O Povo.

A portaria também traz limites para o campo, medidos em renda anual. As reportagens consultadas dão valores diferentes, por isso não os listamos aqui.

Quem seleciona e como

Na Faixa 1, a prefeitura monta a lista de candidatos. Ela recebe as inscrições, aplica os critérios e divulga quem foi classificado. Depois, a Caixa Econômica Federal (Caixa) faz a análise final.

Em Jundiaí (SP), as inscrições foram de 24 de março a 23 de abril de 2026. A prefeitura divulgou 35.513 inscritos e marcou um sorteio de 1.624 unidades para 30 de abril, com outros 1.624 nomes de suplentes. O cronograma previa os indicados para 6 de maio, com 10 dias para entregar documentos. Não localizamos o resultado do sorteio. Segundo a prefeitura, a lista final só sai depois da análise da Caixa.

Nem toda cidade sorteia. Em Cariacica (ES), o edital de 2026 para o Residencial Vista da Serra I classifica os candidatos por pontuação social, sem ordem de inscrição nem sorteio. Metade das unidades é reservada a famílias do Bolsa Família ou do BPC, benefício pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.

Em Porto Alegre, o Departamento Municipal de Habitação (Demhab) disse, em 2025, que os critérios seguem a Portaria MCID nº 738/2024, que “orienta o processo de seleção dos beneficiários”.

Documentos e como conferir a vaga

Em Jundiaí, a família precisa estar inscrita no Cadastro Único, o registro do governo federal com dados de famílias de baixa renda, ou se inscrever. Também não pode ter imóvel próprio nem financiamento ativo pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Cariacica exige cadastro ativo no Cadastro Único.

Os documentos mudam de cidade. A Prefeitura do Rio pede identidade (RG ou CNH), CPF, Número de Identificação Social (NIS) e comprovante de renda de todos os membros da família que moram no imóvel. Confira a lista do edital da sua cidade antes de juntar os papéis.

Não localizamos uma consulta nacional para saber a posição na fila. Acompanhe o Diário Oficial do município e o site da secretaria de habitação. Em Jundiaí, a lista de indicados sai na Imprensa Oficial.

O que diz o Ministério das Cidades: a Portaria MCID nº 333 fixa os limites de renda de 2026 e foi assinada pelo ministro Jader Filho, segundo o Conexão Tocantins. Não localizamos comunicado do ministério sobre a seleção nas prefeituras neste ano. O ministério não foi procurado antes desta publicação.

O que isso significa

A regra de renda é nacional, mas a vaga é local. A família precisa cumprir a faixa, estar no Cadastro Único em dia e entregar os documentos no prazo do edital. Editais publicados antes de abril ainda podem trazer o teto antigo de R$ 2.850, por isso vale conferir a data de cada texto.

Como fizemos: Usamos a Portaria MCID nº 333/2026 como citada por Congresso em Foco, Conexão Tocantins e ValorFinal, publicada no DOU de 1º de abril de 2026. Não conseguimos abrir o PDF oficial no gov.br, então a conferência foi feita em três reportagens. Os subsídios e o teto de imóvel vêm do ValorFinal e do O Povo. O processo de seleção foi descrito a partir de páginas de Jundiaí, Porto Alegre, Cariacica e Rio, acessadas em 22 de outubro de 2026; as páginas de Cariacica e do Rio bloquearam a leitura integral, e parte do conteúdo veio de resumos de busca. Uma página da Agência Gov informava estar desativada por causa da legislação eleitoral, o que limitou a checagem em fontes federais. Não há cálculo próprio nesta matéria.

Fontes