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Dorinha quer até 20 mil cirurgias por ano; Vicentinho mira hospitais

Em debate na TV Anhanguera, Dorinha e Vicentinho Júnior disputaram propostas de cirurgias, hospitais regionais e filas no SUS.

A senadora Professora Dorinha Seabra Rezende falando ao plenário do Senado durante sessão deliberativa
A senadora Professora Dorinha Seabra Rezende (União-TO), candidata ao governo do Tocantins, no plenário do Senado em 21 de junho de 2023; a foto é de arquivo.Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Na quinta-feira (22), a saúde dominou o último debate do segundo turno pelo governo do Tocantins. A disputa envolve a senadora Maria Auxiliadora Seabra Rezende, a Professora Dorinha (União Brasil), e o deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB). O voto é no domingo, 25 de outubro. Os dois prometeram mudanças no atendimento do interior.

O Sistema Único de Saúde (SUS) é o sistema público de saúde do país, gratuito para a população. O Tocantins tem 1.511.460 habitantes, segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Cirurgias eletivas são as que podem ser marcadas com antecedência, por não serem urgentes.

Dorinha quer até 20 mil cirurgias por ano

Vicentinho pediu que Dorinha desse nota de zero a dez para a saúde estadual. Ela recusou e respondeu: “Eu tenho que falar qual é a minha proposta para a saúde do meu Estado”. Segundo a Coluna do CT, ela prometeu descentralizar o atendimento, concluir hospitais e contratar redes privada e filantrópica como apoio ao SUS.

Um comparativo do Diário Tocantinense, de 19 de outubro, diz que o plano dela prevê “realizar até 20 mil cirurgias eletivas por ano”. O mesmo texto fala em ampliar a capacidade hospitalar, mas não informa quantos hospitais nem quantos leitos.

Vicentinho mira hospitais regionais

Vicentinho defendeu a construção de novas unidades hospitalares, segundo o Jornal Primeira Página. A Coluna do CT lista as promessas dele: hospitais regionais em Taguatinga, Divinópolis e Luzinópolis, a conclusão das estruturas de Araguaína e Gurupi e o início de um hospital em Porto Nacional.

O Diário Tocantinense cita ainda um serviço de hemodinâmica em Araguaína, área que cuida de exames e procedimentos do coração e dos vasos. Também cita cirurgias em hospitais privados no período noturno.

No debate, ele questionou a fila de espera na saúde estadual e os atrasos de pagamento a municípios e profissionais. Criticou o plano Servir, pediu pagamentos em dia e propôs um aplicativo para marcar consultas, segundo o Jornal Primeira Página.

Obras que já estavam em andamento

Em março de 2026, o Hospital Geral de Araguaína estava com 72,88% da obra executada, segundo o Conexão Tocantins. O investimento passa de R$ 190 milhões. A unidade terá 400 leitos, 70 deles de UTI (unidade de terapia intensiva), e 12 salas cirúrgicas. A previsão era de entrega no segundo semestre de 2026. Não encontramos atualização posterior.

Em setembro de 2025, o governador em exercício, Laurez Moreira, anunciou a retomada das obras do Hospital Geral de Gurupi. Ele disse: “A conclusão do Hospital Geral de Gurupi vai ampliar de forma decisiva a capacidade de atendimento no sul do estado”. A reportagem não traz percentual de execução nem prazo.

Em dezembro de 2025, prestadores do Servir, reunidos no Sindesto, decidiram suspender atendimentos eletivos a partir de 1º de janeiro, caso os pagamentos atrasados não fossem feitos. A Secretaria da Administração respondeu que “os pagamentos estão em curso, não há paralisação dos serviços”. Não localizamos confirmação de que a suspensão tenha ocorrido.

No país, o SUS fez mais de 7,5 milhões de cirurgias eletivas no primeiro semestre de 2026, alta de 8%, segundo nota do governo federal publicada pelo Conexão Tocantins a partir da Agência Brasil. A reportagem não traz o número do Tocantins.

O que isso significa

As promessas ainda são afirmações de campanha. Os planos de governo registrados no TSE não foram lidos nesta reportagem. Para cobrar depois, o eleitor pode comparar as metas com os prazos das obras e com os balanços de cirurgias do estado.

Ficam em aberto três pontos: se Araguaína entrega no prazo, se Gurupi ganha data de conclusão e se os pagamentos do Servir ficam em dia. Essas perguntas valem para quem vencer a eleição de 25 de outubro.

O que diz a Professora Dorinha: “Eu tenho que falar qual é a minha proposta para a saúde do meu Estado”, disse no debate de 22 de outubro, na TV Anhanguera, segundo a Coluna do CT. Não localizamos outra declaração dela, até esta publicação, com metas detalhadas para a saúde.

Como fizemos: Usamos reportagens e notas publicadas entre 15 de agosto e 23 de outubro de 2026, acessadas em 23 de outubro de 2026, além da página do IBGE sobre o Tocantins. Os trechos de propostas vêm de relatos de jornalistas, não do texto integral dos candidatos. Não lemos os planos de governo registrados no TSE, porque o site do tribunal não abriu nesta apuração. Não fizemos cálculos novos. As campanhas não foram ouvidas por escrito antes desta versão.

Fontes