Como funciona

RN e Tocantins têm as menores diferenças no 1º turno para governador

Cinco estados e o DF votam de novo para governador em 25 de outubro; a diferença entre os dois primeiros no 1º turno vai de 0,8 a 17,5 pontos.

Homem de crachá carrega uma caixa com a inscrição Urna Eletrônica UE 2013 na porta de uma sala de votação, com eleitores na fila ao lado e cartazes da Justiça Eleitoral na parede
Funcionário carrega a caixa de uma urna eletrônica em seção eleitoral do Gama (DF) no segundo turno de 2022, em 30 de outubro daquele ano.Foto: Pedro França / Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

No domingo, 25 de outubro, cinco estados e o Distrito Federal (DF) voltam às urnas para escolher o governador. Em nenhuma dessas unidades um candidato passou de 50% dos votos válidos no 1º turno, realizado em 4 de outubro. O Rio de Janeiro saiu da lista. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anulou os votos de Anthony Garotinho, e o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) confirmou a eleição de Douglas Ruas (PL) no 1º turno.

Como funciona a regra

A regra está na Constituição, nos artigos 28 e 77. Para ser eleito no 1º turno, o candidato precisa de mais da metade dos votos válidos. Votos válidos são os votos dados a candidatos. Votos em branco e nulos ficam fora da conta.

Se nenhum candidato chega a essa marca, os dois mais votados disputam o 2º turno, no último domingo de outubro. Por isso, ficar em primeiro lugar no 1º turno não garante a vitória.

Quão perto foi cada disputa

A tabela mostra os dois primeiros colocados de cada unidade. A última coluna traz a diferença em pontos percentuais (p.p.), que é a subtração entre os dois percentuais. Ela não é a variação em porcentagem.

Em RN e Tocantins, a diferença entre os dois primeiros é a menor do grupo Percentual dos votos válidos no 1º turno, em 4 de outubro de 2026; da menor para a maior diferença

Unidade 1º colocado (%) 2º colocado (%) Diferença (p.p.)
Rio Grande do Norte 36,94 36,16 0,78
Tocantins 45,52 43,94 1,58
Distrito Federal 49,93 34,48 15,45
Espírito Santo 49,65 34,06 15,59
Amazonas 40,60 24,50 16,10
Acre 49,76 32,27 17,49

Fonte: TSE (RN e Amazonas); Agência Brasil (Acre, DF, Espírito Santo e Tocantins), via Acessa.com e Midiamax. Diferenças: cálculo da redação. Elaboração: redação.

No Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União) teve 36,94% e Cadu de Lula (PT), 36,16%. A diferença foi de cerca de 15,5 mil votos. Em uma contagem anterior, a Agência Brasil publicou 36,83% e 36,21%.

No Tocantins, Professora Dorinha (União) teve 45,52% e Vicentinho Júnior (PSDB), 43,94%. Esses números são da Agência Brasil publicados no dia da votação. Não localizamos o resultado com 100% das urnas no Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO).

Nas outras quatro unidades, a distância ficou entre 15 e 18 pontos. Três candidatos ficaram perto da maioria absoluta. Celina Leão (PP), no DF, ficou a 0,07 ponto de 50%. Mailza Assis (PP), no Acre, ficou a 0,24 ponto, e Lorenzo Pazolini (Republicanos), no Espírito Santo, a 0,35. Essas distâncias são cálculo da redação.

O que muda no 2º turno

No 2º turno, o eleitor escolhe entre dois nomes. Quem começou abaixo de 50% precisa convencer eleitores que, no 1º turno, votaram em outro candidato, em branco, em nulo ou não foram às urnas.

Pesquisas de segundo turno já foram divulgadas no Tocantins e no Amazonas. Este texto não as usa, porque não localizamos o registro no TSE e a ficha técnica completa de todas elas.

O que isso significa

Na mesma data, o eleitor também vota no 2º turno para presidente. O governador eleito toma posse em 6 de janeiro de 2027, data fixada pela Emenda Constitucional 111, de 2021, para um mandato de quatro anos.

Os números do 1º turno mostram duas situações diferentes. No Rio Grande do Norte e no Tocantins, a disputa começa aberta. Nas outras unidades, o primeiro colocado está bem à frente, mas ainda precisa de mais da metade dos votos válidos.

O que diz o TSE: o tribunal, responsável pela eleição, publica a apuração oficial de cada unidade no portal de resultados (resultados.tse.jus.br). Os números finais citados aqui devem ser conferidos nesse portal.

Como fizemos: Usamos a reportagem da Agência Brasil sobre o 1º turno, publicada em 4 de outubro de 2026 e republicada pelo Acessa.com, e os números do TSE para o Rio Grande do Norte e o Amazonas. Para o caso do Rio de Janeiro, usamos cobertura de Correio da Manhã e O Povo. Consultamos as fontes em 21 de outubro de 2026. As diferenças, as distâncias até 50% e a ordem da tabela são cálculos da redação com duas casas decimais. Algumas fontes divergem em centésimos (por exemplo, o DF aparece com 34,48% e 34,47%), e usamos o número da Agência Brasil. Os dados não mostram por que as disputas foram tão diferentes, nem medem intenção de voto.

Fontes