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Câmara Legislativa do DF reelege 17 dos 24 distritais

Só sete nomes são novos na CLDF; PL terá a maior bancada, com cinco cadeiras, e Max Maciel (PSOL) bateu recorde com 92.234 votos.

Parlamentares e convidados de pé, com a mão no peito, atrás da mesa do plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal
Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal durante sessão solene, em 22 de setembro de 2026.Foto: Agência CLDF / Câmara Legislativa do Distrito Federal / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Dezessete dos 24 deputados distritais eleitos no domingo (4) já têm cadeira na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Só sete nomes são novos, segundo o jornal Correio da Manhã. A renovação ficou perto de 30%, bem abaixo dos 50% de 2022, quando entraram 12 deputados novos.

Cerca de 2,25 milhões de eleitores estavam aptos a votar, e 431 candidatos disputaram as vagas. Os eleitos tomam posse em 2027, com mandato até 2030.

O que faz a Câmara Legislativa

A CLDF é diferente das outras assembleias. Pela Constituição, o Distrito Federal não pode ser dividido em municípios. Por isso, ele acumula as tarefas de estado e de prefeitura, e a Câmara Legislativa faz o papel de assembleia legislativa e de câmara municipal ao mesmo tempo.

Na prática, os distritais votam leis sobre temas estaduais e municipais, como o imposto sobre imóveis urbanos (IPTU) e as regras de uso do solo. Eles também aprovam o orçamento do DF e fiscalizam o governador. Nessa tarefa, contam com o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF).

Como ficaram as bancadas

O Partido Liberal (PL) terá a maior bancada, com cinco deputados. Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Progressistas (PP), Partido dos Trabalhadores (PT) e Republicanos ficaram com três cada. O Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) elegeram dois. Partido Social Democrático (PSD), União Brasil e Podemos ficaram com um cada. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo o Congresso em Foco.

O mais votado foi Max Maciel (PSOL), com 92.234 votos, ou 5,43% dos votos válidos. É a maior votação da história para o cargo. O recorde anterior era de Fábio Félix, também do PSOL, com cerca de 51 mil votos em 2022. Em seguida vieram Eduardo Pedrosa (União Brasil), com 50.833, e Chico Vigilante (PT), com 50.046.

Sete eleitos não fazem parte da atual legislatura. São eles Keka Bagno (PSOL), Estefane Sampaio e Renata Daguiar (Republicanos), André Kubitschek e Victor Jansen (PL), Rôney Nemer (PP) e Múcio (PSB). Já Doutora Jane (Republicanos), Iolando (MDB) e Jorge Vianna (Democrata) não se reelegeram.

A partir de 2027, a CLDF terá cinco deputadas, uma a mais que hoje, segundo o Correio da Manhã. O jornal Brasil de Fato destaca que Keka Bagno será a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira na Casa.

O que a baixa renovação significa

Com 17 reeleitos, cerca de sete em cada dez deputados seguem no cargo. A maior parte de quem vai votar o orçamento e fiscalizar o próximo governo já conhece a Casa e suas regras. Para o eleitor, isso também facilita a cobrança, porque dá para comparar promessas com o histórico de votos de cada um.

Os índices mais altos de renovação, de 66%, ocorreram em 2010 e 2018, segundo o Correio da Manhã. A disputa pelo governo do DF ainda não acabou: Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) voltam às urnas no segundo turno, em 25 de outubro.

O que diz o TSE: Os dados oficiais de votação por candidato e por partido estão no portal de resultados da Justiça Eleitoral. É de lá que vêm os números de Max Maciel e das bancadas citados pelo Correio da Manhã e pelo Congresso em Foco.

O novo governador vai precisar da Câmara Legislativa para aprovar o orçamento de 2027 e seus projetos. Com uma Casa de rostos conhecidos, a relação entre os dois poderes deve começar por negociações com quem já está lá.

Fontes