Centro-OesteDistrito Federal
Câmara Legislativa do DF reelege 17 dos 24 distritais
Só sete nomes são novos na CLDF; PL terá a maior bancada, com cinco cadeiras, e Max Maciel (PSOL) bateu recorde com 92.234 votos.

Dezessete dos 24 deputados distritais eleitos no domingo (4) já têm cadeira na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Só sete nomes são novos, segundo o jornal Correio da Manhã. A renovação ficou perto de 30%, bem abaixo dos 50% de 2022, quando entraram 12 deputados novos.
Cerca de 2,25 milhões de eleitores estavam aptos a votar, e 431 candidatos disputaram as vagas. Os eleitos tomam posse em 2027, com mandato até 2030.
O que faz a Câmara Legislativa
A CLDF é diferente das outras assembleias. Pela Constituição, o Distrito Federal não pode ser dividido em municípios. Por isso, ele acumula as tarefas de estado e de prefeitura, e a Câmara Legislativa faz o papel de assembleia legislativa e de câmara municipal ao mesmo tempo.
Na prática, os distritais votam leis sobre temas estaduais e municipais, como o imposto sobre imóveis urbanos (IPTU) e as regras de uso do solo. Eles também aprovam o orçamento do DF e fiscalizam o governador. Nessa tarefa, contam com o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF).
Como ficaram as bancadas
O Partido Liberal (PL) terá a maior bancada, com cinco deputados. Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Progressistas (PP), Partido dos Trabalhadores (PT) e Republicanos ficaram com três cada. O Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) elegeram dois. Partido Social Democrático (PSD), União Brasil e Podemos ficaram com um cada. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo o Congresso em Foco.
O mais votado foi Max Maciel (PSOL), com 92.234 votos, ou 5,43% dos votos válidos. É a maior votação da história para o cargo. O recorde anterior era de Fábio Félix, também do PSOL, com cerca de 51 mil votos em 2022. Em seguida vieram Eduardo Pedrosa (União Brasil), com 50.833, e Chico Vigilante (PT), com 50.046.
Sete eleitos não fazem parte da atual legislatura. São eles Keka Bagno (PSOL), Estefane Sampaio e Renata Daguiar (Republicanos), André Kubitschek e Victor Jansen (PL), Rôney Nemer (PP) e Múcio (PSB). Já Doutora Jane (Republicanos), Iolando (MDB) e Jorge Vianna (Democrata) não se reelegeram.
A partir de 2027, a CLDF terá cinco deputadas, uma a mais que hoje, segundo o Correio da Manhã. O jornal Brasil de Fato destaca que Keka Bagno será a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira na Casa.
O que a baixa renovação significa
Com 17 reeleitos, cerca de sete em cada dez deputados seguem no cargo. A maior parte de quem vai votar o orçamento e fiscalizar o próximo governo já conhece a Casa e suas regras. Para o eleitor, isso também facilita a cobrança, porque dá para comparar promessas com o histórico de votos de cada um.
Os índices mais altos de renovação, de 66%, ocorreram em 2010 e 2018, segundo o Correio da Manhã. A disputa pelo governo do DF ainda não acabou: Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) voltam às urnas no segundo turno, em 25 de outubro.
O que diz o TSE: Os dados oficiais de votação por candidato e por partido estão no portal de resultados da Justiça Eleitoral. É de lá que vêm os números de Max Maciel e das bancadas citados pelo Correio da Manhã e pelo Congresso em Foco.
O novo governador vai precisar da Câmara Legislativa para aprovar o orçamento de 2027 e seus projetos. Com uma Casa de rostos conhecidos, a relação entre os dois poderes deve começar por negociações com quem já está lá.
Fontes
- CLDF tem baixa renovação, mas amplia bancada feminina — Correio da Manhã
- Veja os deputados distritais eleitos no DF em 2026 — Congresso em Foco
- Veja quem são os 24 deputados distritais eleitos no DF — Brasil de Fato
- Seis estados e o DF terão segundo turno para governador — Agência Brasil
- Constituição Federal, artigo 32 — Planalto
- Resultados das eleições — Tribunal Superior Eleitoral
- Câmara Legislativa do Distrito Federal



